O meu objectivo, é escrever breves textos, sobre os assuntos que eu considere de interesse nos mais diversos âmbitos, e que prendam a atenção do seu olhar!
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Luís de Camões

Uma boa homenagem que posso prestar ao meu pai, que há pouco mais de um ano partiu, é dedicar-lhe este soneto do Luis de Camões, que tão sabiamente o recitava!
Por isso a minha homenagem neste dia de Portugal e das Comunidades são para o grande Poeta, autor dos Lusíadas,de que hoje se celebra mais uma efeméride, e recordo com muita saudade a grande personalidade e eloquência que eram características do meu querido pai, que tanto amava a poesia.
Nos meus tempos de estudante, obrigatóriamente lemos o Grande Luis de Camões. O sacrificío que era, entendes que na altura queriamos era brincadeira. Hoje passados estes anos todos e trabalhando na mesma escola em que estudei, aprendi a gostar de Camões, Pessoa, Espanca e outros que mais.
Uma homenagem quando é feita com sentimento, que foi o teu caso, é sempre linda. Sinto muito pelo teu pai.
Bjs fofos
Concordo com as tuas palavras, sem dúvida há o antes e o depois. Eu também tinha esse procedimento, mas volvidos alguns anos reconhecemos um grande valor ao Luís de Camões e aos outros que citaste.
É sempre assim, gostamos daquilo a que não somos obrigados!
Agradeço também as palavras reconfortantes relativas ao meu pai que partiu, e que muito me sensibilizaram.
Volta sempre e cumprimentos,
Carlos Alberto Borges
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